Hino da Harpa 001 – Chuva de Graça

1 Deus prometeu com certeza
Chuvas de graça mandar
Ele nos dá fortaleza
E ricas bênçãos sem par

Chuvas de graça
Chuvas pedimos, Senhor
Manda-nos chuvas constantes
Chuvas do Consolador

2 Cristo nos tem concedido
O santo Consolador
De plena paz nos enchido
Para o reinado do amor

3 Dá-nos, Senhor, amplamente
Teu grande gozo e poder
Fonte de amor permanente
Põe dentro de nosso ser

4 Faze os teus servos piedosos
Dá-lhes virtude e valor
Dando os teus dons preciosos
Do santo Preceptor

J.R José Rodrigues – Autor do hino 01 da Harpa Cristã

História do Hino 01 - Chuvas de Graça

Este hino, cujo título em inglês é THERE SHALL BE SHOWERS OF BLESSING, foi escrito pelo Major Daniel Webster Whittle, em 1883, militar e comerciante que se tornou evangelista e hinista. A melodia foi composta por James McGranahan, que compartilhava o ministério de Whittle como músico, depois da trágica morte de Philip Paul Bliss.

Ira David Sankey publicou o hino pela primeira vez, na sua coletânea Gospel Hymns N° 4 em 1883 e o incluiu em todas as edições seguintes. O nome da melodia apareceu desde sua primeira publicação. Seguiu-se também a publicação do hino nas diversas edições do Sacred Songs and Solos, que Sankey publicou na Inglaterra.

Constou dos 44 hinos do Cantor Pentecostal, publicado em 1921 e usado pela Assembléia de Deus de Belém (PA), antes do lançamento da 1ª edição da Harpa Cristã e do Psaltério Pentecostal, pequeno hinário publicado em junho de 1931 por Gunnar Vingren, no Rio de Janeiro, com 220 hinos, para suprir uma carência de exemplares da Harpa Cristã.

Não se sabe se constou da 1ª edição da Harpa Cristã porque não existe cópia disponível para consulta. Entretanto, constava da 2ª edição da Harpa Cristã, publicada em 1923 e também na 4ª edição de 1932.

Até a edição de 1941 o número deste hino era 11. Só a partir da edição de 1941, organizada pelo pastor Paulo Leivas Macalão, com os tradicionais 524 hinos, foi que se tornou o Nº 001. Antes, o hino Nº 001 era o “Glória” de autoria do pastor Manoel Higyno de Souza.

Além de significar “Chuvas de bênçãos”, como é correto traduzir o título original: Showers of blessing, existe outro entendimento da palavra CHUVA, que tem a ver com a designação dos diferentes nomes que se davam ao movimento pentecostal – fé apostólica, movimento pentecostal ou chuva tardia. Portanto, “chuva tardia”, se tornou especialmente significativo porque por meio dele os pentecostais puderam entender o seu relacionamento tanto com a igreja apostólica quanto com o iminente final dos tempos. Dayton explica a lógica interna do movimento: “O Pentecoste original do Novo Testamento foram as ‘primeiras chuvas’, o derramamento do Espírito que acompanhou a ‘plantação’ da igreja. O pentecostalismo moderno são as ‘últimas chuvas’, o derramamento especial do Espírito que restaura os dons nos últimos dias como parte da preparação para a colheita, o retorno de Cristo em glória”.

Escrita em 1883, a letra deste hino bem pode significar precioso reavivamento, restauração,renovo, se considerarmos algumas palavras que constam do original, tais como “seasons refreshing, precious reviving again, abundance of rain”.

Existe também a tradução de Salomão Luiz Ginsburg, produzida em 1890 a qual teve a revisão de Henry Maxwell Wright. Esta tradução é a que faz parte de diversos hinários em língua portuguesa.

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